Quem não te conhece diria que os teus passos não se calçam de antigas pegadas.
Parecem ao invés andar descalços por caminhos aleatoriamente escolhidos e criteriosamente desconhecidos.
Quem não te conhece pensa que só te secas porque te ensopaste em lágrimas que ainda irás chorar, no dia em que descobrires que o gelo queima muito mais que a chama.
Esse mesmo gelo, onde vês o reflexo dos teus gritos, irá reflectir um dia o mais melodioso canto.
Quem não te conhece sabe que nunca te conhecerá, porque nunca serás amanhã, o que és hoje.
Quem não te conhece gosta de assistir às tuas mutações tão certas de inalterabilidades.
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