Irra, que me espantabeleza branda
susceptível de desejo
longa e que não a vejo
Irra, que é duro
a espera
aqui no escuro
longe de tudo
sinto-me mudo
Irra, doi a escuta
distorcida e absoluta
da voz roca e moribunda
que tarda em ser entendida
Irra, que gosto
que amo
e que adoro
doces toques
que demoram
a chegar onde moro
Irra, espera longa
triste e enfadonha
que me tira a cabeça
desta constante zona
E agora digo Irra novamente
em estilo de protesto viemente
contra tudo
contra o mudo
o moribundo
o que demora
o enfadonho
e contra o próprio Irra
que me enfurece e entristece
Por não te ter.
