Polvorosa lentidão com gente desprendida de laços abertos, fechados em cantos de tristes vidas mal passadas. Foi onde eu estive. Fechado. Amarrado à monótona obrigação social de conviver. Porquê? Nem eu sei. Simples tentação inóspita. Nem tinha eu noção do meu visual mal formado para passar na aprovação de Deus terreno. Juntei-me na humilde tentativa de mergulhar em afogamento temporário de mágoas e desamores de uma vida, esta sim, bem passada. Não sabia bem o que procurar. Mas circulei, divaguei, balbuciei sobre prazeres que nunca provei. Típico de quem não sabe o que procura. Foi aqui que entrei, na polvorosa lentidão, repleta de gente desprendida de laços abertos. Tudo faz o que quer. Gente desprendida. No fundo, é inveja que sinto, porque os cantos tristes onde eles habitam - esses que se enchem de doces ignorâncias - são locais onde queria todo o mundo estar. Tal como eu.
domingo, 28 de março de 2010
Noite
Polvorosa lentidão com gente desprendida de laços abertos, fechados em cantos de tristes vidas mal passadas. Foi onde eu estive. Fechado. Amarrado à monótona obrigação social de conviver. Porquê? Nem eu sei. Simples tentação inóspita. Nem tinha eu noção do meu visual mal formado para passar na aprovação de Deus terreno. Juntei-me na humilde tentativa de mergulhar em afogamento temporário de mágoas e desamores de uma vida, esta sim, bem passada. Não sabia bem o que procurar. Mas circulei, divaguei, balbuciei sobre prazeres que nunca provei. Típico de quem não sabe o que procura. Foi aqui que entrei, na polvorosa lentidão, repleta de gente desprendida de laços abertos. Tudo faz o que quer. Gente desprendida. No fundo, é inveja que sinto, porque os cantos tristes onde eles habitam - esses que se enchem de doces ignorâncias - são locais onde queria todo o mundo estar. Tal como eu.
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