
Há quem cante,
Eu grito, desafino, mas sinto.
Há quem sinta frio,
Eu aqueço o peito de vaidade, de leves pontadas de prazer quieto.
Há quem decida,
Eu sigo marcas e pegadas de anteriores aventureiros.
Há quem se molhe,
Eu seco-me no calor da inércia, contentado.
Há quem olhe,
Eu prefiro o espelho, na cegueira do mundo paralelo.
Há quem viva,
Eu também. Mas o vento em alerta de tempestade eminente toca-me. Eu congelo e permaneço igual, como eu só.
Quem não te conhece diria que os teus passos não se calçam de antigas pegadas.
ResponderEliminarParecem ao invés andar descalços por caminhos aleatoriamente escolhidos e criteriosamente desconhecidos.
Quem não te conhece pensa que só te secas porque te ensopaste em lágrimas que ainda irás chorar, no dia em que descobrires que o gelo queima muito mais que a chama.
Esse mesmo gelo, onde vês o reflexo dos teus gritos, irá reflectir um dia o mais melodioso canto.
Quem não te conhece sabe que nunca te conhecerá, porque nunca serás amanhã, o que és hoje.
Quem não te conhece gosta de assistir às tuas mutações tão certas de inalterabilidades.:)