terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vou


Fiz paz comigo. Estava em guerra com os ditos sonhos inconcluídos, os não começados e os que por razão vã, não existem.
Mas hoje, ainda há pouco, olhei para o espelho e aceitei-me.
Percebi, no meu reflexo, que não preciso antecipar o cenário que uma vida acomodada, sem riscos, poderá vir a ter. Quando o maior risco é ficar quieto.
Quem antecipa, quem prevê ou julga saber prever, não sabe. Nada.
Por isso, para quê frustrar os sonhos, que não são mais do que isso mesmo. Pensei.
Deixa-os crescer, em ti. Falo eu para mim, como se não soubesse quem sou. Mas sei.
E agora sei mais, tenho a certeza, que me vou embora.

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