domingo, 14 de fevereiro de 2010

Devaneios de quem mora na Graça


A vida é engraçada, só não tem graça quando cai em graça. Queria mais que isto, mais que um simples viver com graça. Não sei o que quero da vida, só sei que seria engraçado ter-te aqui... comigo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Irra

Irra, que me espanta
beleza branda
susceptível de desejo
longa e que não a vejo

Irra, que é duro
a espera
aqui no escuro
longe de tudo
sinto-me mudo

Irra, doi a escuta
distorcida e absoluta
da voz roca e moribunda
que tarda em ser entendida

Irra, que gosto
que amo
e que adoro
doces toques
que demoram
a chegar onde moro

Irra, espera longa
triste e enfadonha
que me tira a cabeça
desta constante zona

E agora digo Irra novamente
em estilo de protesto viemente
contra tudo
contra o mudo
o moribundo
o que demora
o enfadonho
e contra o próprio Irra
que me enfurece e entristece
Por não te ter.
Não é de lua,
Não é excesso,
Estou louco,
Estou emerso. Em paixão tua.

Finjo que toco,
Mordo o que nao posso,
Alcanço o que não há,
Beijo o ar, que me toca e morde.
Já nao está.

Sonho com o tudo,
Acordo com o nada,
Caminho na estrada, inacabada, inconcluída...
Vale a pena.

Estou louco,
Finjo que toco,
Sonho com o tudo,
Porque vale a pena.